Preso na madrugada desta sexta-feira, dia 26, no Paraguai, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, serviu como secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na Grande Florianópolis, entre os dias 7 de janeiro e 17 de dezembro de 2025, quando pediu exoneração. A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção.
Vasques era monitorado eletronicamente em Santa Catarina e teve a prisão efetuada após romper a tornozeleira eletrônica e deixar o Brasil sem autorização judicial. Ele tentou embarcar em um voo internacional com destino a El Salvador, caracterizando tentativa de fuga.
O pedido de exoneração do cargo na prefeitura do município catarinense ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Vasques a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Segundo o STF, o ex-diretor-geral integrou o chamado “núcleo 2” da organização criminosa e atuou para impedir a votação de eleitores, especialmente no Nordeste, por meio de operações da PRF no segundo turno das eleições. Ele foi condenado por crimes como golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e organização criminosa.
Na ocasião, em nota, a Prefeitura de São José informou que “Silvinei Vasques solicitou sua exoneração do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação. O Município agradece a contribuição prestada durante o período em que esteve na Prefeitura”.
Natural de Ivaiporã (PR), Silvinei ingressou na PRF em 1995 e fez parte da corporação por 27 anos. Em dezembro de 2022, recebeu aposentadoria voluntária integral – ou seja, sem perda de salário.
Ele já havia sido preso em 2023 e solto em agosto do mesmo ano sob medidas cautelares. Em abril de 2024, virou réu no processo e assumiu o cargo na prefeitura, quarta cidade mais populosa de Santa Catarina.
Prisão no Paraguai
No momento da prisão, Vasques utilizava um passaporte paraguaio que não correspondia à sua identidade quando houve a abordagem pelas autoridades locais. A documentação levantou suspeitas e contribuiu para a detenção no aeroporto.
Após a prisão, O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva do ex-diretor-geral da PRF. O caso segue sob acompanhamento das autoridades brasileiras e paraguaias.








