A comarca de Joaçaba tem sido alvo de dois tipos de golpe que utilizam indevidamente o nome do Poder Judiciário. Além das falsas intimações enviadas por e-mail e WhatsApp, criminosos têm se passado por juízes para solicitar depósitos em dinheiro sob o pretexto de cadastramento como motorista de magistrado.
O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) acompanha os casos e reforça que o Judiciário não solicita dados financeiros, senhas ou transferências bancárias em suas comunicações. Intimações oficiais são feitas exclusivamente por meio do sistema eproc ou por oficiais de justiça devidamente identificados.
No golpe da falsa intimação, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos com a justificativa de verificar uma suposta convocação judicial. Já no golpe do falso juiz, o contato ocorre diretamente por telefone e envolve uma falsa proposta de trabalho vinculada ao Poder Judiciário.
A orientação é clara: não clicar em links suspeitos, bloquear o número que fez contato e comunicar imediatamente o fórum e a delegacia mais próxima. Registrar boletim de ocorrência é essencial para auxiliar nas investigações e evitar novas vítimas.
Intimações legítimas por meios digitais
O TJSC esclarece que oficiais de justiça podem, sim, realizar intimações por meios digitais — como WhatsApp, chamadas de vídeo, ligações telefônicas e e-mails institucionais — conforme as Circulares nº 76/2020 e nº 222/2020 da Corregedoria-Geral da Justiça.
Nesses casos, o servidor se identifica com crachá funcional e envia o mandado judicial em formato PDF, podendo solicitar apenas a imagem de um documento de identidade para confirmar o recebimento.
O Tribunal alerta ainda para outros golpes já registrados em Santa Catarina, como o do falso precatório, falso advogado, falsa decisão judicial e falso juiz-corregedor. Em caso de dúvida, a recomendação é sempre buscar orientação diretamente no fórum da comarca.








