No dia 13 de maio, uma equipe de 42 bombeiros militares de Santa Catarina partiu em direção ao Rio Grande do Sul para auxiliar nas buscas e resgates de vítimas das fortes chuvas que atingiram o estado. A Força Tarefa, composta por especialistas de diversas regiões catarinenses, atuou em diferentes municípios, incluindo Cruzeiro do Sul e Roca Sales.
Da região integraram a equipe o Cabo Berzagui do quartel de Capinzal, o Cabo Nilton de Piratuba, o Cabo Morés de Joaçaba e o Cabo Bonamigo de Catanduvas.
Juntamente com o grupo foram, oito viaturas, cinco embarcações e cinco binômios, sendo os condutores de cães de busca. Além disso, contaram com o apoio do helicóptero do SAER de Chapecó e da Polícia Militar de Santa Catarina.
Inicialmente, atuaram na cidade de Cruzeiro do Sul, onde encontraram o corpo de uma menina de 11 anos. Depois, focaram seus esforços no município de Roca Sales, onde buscaram seis pessoas de uma mesma família que foram vítimas de um deslizamento de terra que destruiu suas casas e uma criação de porcos.
A operação durou oito dias e foi marcada por condições adversas, como chuva intensa e baixas temperaturas, que dificultaram o trabalho dos bombeiros e dos cães farejadores. Além da equipe Catarinense, bombeiros de estados como Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, além do Rio Grande do Sul, auxiliaram na missão.
O Cabo Berzagui, integrante das equipes de resgate, comparou a recente missão no Rio Grande do Sul com experiências anteriores, incluindo os incêndios florestais em Mato Grosso e o tornado em Xanxerê, ocorrido em 2015. Ele ressaltou que, dentre essas situações, o desastre no Rio Grande do Sul foi o mais grave que já enfrentou, sendo classificado como o maior desastre climático da história do Brasil devido à sua severidade.
Apesar dos desafios encontrados, o Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina mantém o envio contínuo de equipes para auxiliar no estado afetado.








