Santa Catarina registrou um desempenho recorde nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, alcançando os melhores resultados da série histórica tanto em receita quanto em volume. Ao todo, o estado embarcou 518,4 mil toneladas, com faturamento de US$ 1,17 bilhão, crescimento de 4% em quantidade e de 9,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Os números reforçam a posição de destaque catarinense no mercado internacional, com produtos exportados para mais de 150 países. Segundo o governador Jorginho Mello, o resultado reflete o trabalho conjunto entre produtores e agroindústrias, aliado à qualidade da produção local.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destacou que o desempenho está diretamente ligado ao elevado padrão sanitário do estado. Conforme ele, o sistema de defesa agropecuária consolidado garante acesso a mercados mais exigentes e sustenta o crescimento das exportações mesmo diante de cenários desafiadores.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram organizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
No segmento de carne suína, Santa Catarina exportou 182,4 mil toneladas no período, com faturamento de US$ 454,3 milhões, alta de 4% em volume e de 7,5% em receita — também o melhor resultado da série histórica para o trimestre. O Japão liderou os destinos, responsável por 31,7% da receita, seguido por Filipinas e China. O mercado japonês apresentou forte expansão, com aumento de 59,8% no volume exportado e de 53,7% no faturamento.
Já a carne de frango somou 316,7 mil toneladas exportadas, gerando US$ 664,3 milhões, com crescimento de 3,2% em volume e de 7,7% em receita. O resultado representa o maior faturamento já registrado para o período e o segundo maior volume da série histórica.
Apesar do cenário positivo, houve recuo nos embarques para o Oriente Médio em março, com quedas de 22% em volume e de 23,8% em receita na comparação com fevereiro. De acordo com a Epagri/Cepa, a redução está relacionada a tensões geopolíticas na região, que impactaram a logística e elevaram custos. Ainda assim, o aumento das exportações para mercados como Japão, China e Chile compensou a retração.
Fonte: Oeste Mais








