Está marcado para o dia 10 de abril o julgamento em júri popular do homem acusado de sequestrar e matar a própria filha, uma criança de 1 ano e 9 meses. O caso ocorreu no fim de maio do ano passado e será analisado pelo Tribunal do Júri no município.
A vítima foi localizada sem vida no dia 26 de maio, na linha Copinha, área rural de Vargeão, cidade vizinha. Conforme as investigações, o crime teria sido cometido na noite anterior. O acusado, de 41 anos, confessou o homicídio após ser localizado pela polícia e também teria tentado tirar a própria vida. Ele responde por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver.
Relembre o caso
Na época dos fatos, o homem vivia com a mãe da criança no assentamento Santa Rosa I, no interior de Abelardo Luz. Após uma discussão e o fim do relacionamento, na noite de 25 de maio, ele fugiu levando a filha para uma área de mata.
A situação foi comunicada à Polícia Militar pela mãe da menina, de 25 anos. Segundo o relato, o casal havia ido visitar familiares do homem quando ocorreu o desentendimento. Durante a tarde, ele pegou a criança e desapareceu em meio à vegetação.
Horas depois, por volta das 23h, os policiais conseguiram contato telefônico com o suspeito e iniciaram uma negociação que durou até cerca de 1h15 da madrugada, momento em que ele se entregou. A prisão ocorreu a aproximadamente três quilômetros da residência, já em uma área rural pertencente a Faxinal dos Guedes.
Confissão e investigações
Antes de ser detido, o homem afirmou por telefone que havia matado a filha por estrangulamento e que tentou suicídio. Ele também alegou que o crime teria sido motivado por desconfianças envolvendo a companheira.
De acordo com a polícia, o acusado possuía antecedentes por crimes como ameaça, descumprimento de medida protetiva, lesão corporal, invasão de domicílio e posse irregular de arma de fogo.
À época, o delegado responsável pelo caso destacou que o suspeito demonstrava tranquilidade ao relatar o ocorrido. Ainda conforme as investigações, ele afirmou ter tentado tirar a própria vida após o crime, sem sucesso.
Histórico do casal
As apurações também apontaram que o relacionamento era marcado por conflitos frequentes, com registros anteriores de violência doméstica e episódios de ciúmes.
O julgamento agora deve definir a responsabilidade do réu pelos crimes atribuídos a ele.








