O júri popular do caso Claudia Tavares, acusada de matar o então companheiro Valdemir Hoeckler e guardar o corpo dele no freezer iniciou por volta das 10 horas desta quinta-feira, dia 28, na Câmara de Vereadores de Capinzal, que é a comarca responsável por Lacerdópolis, no Oeste catarinense.
Das 12 testemunhas que participariam dos depoimentos, duas delas não conseguiram comparecer ao julgamento.
Dos jurados, quatro eram mulheres e três eram homens. Representando o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), estão presentes os promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi. Um assistente de acusação contratado pela família da vítima também participa do júri. Jessica Evelyn Campos Figueiredo Neves é a juíza responsável.
No total, foram distribuídas cerca de 115 senhas para que a população acompanhar o júri.
Prestaram depoimentos a favor de Valdemir:
• Andréa Bareta, policial civil
• Manoel Alberto Silva, policial civil
• João Paulo Bucco, agricultor e amigo do casal
• Ivan Coeli, policial militar e primo de Valdemir
• Dhionatan Hoeckler, filho de Valdemir
Até o momento, prestaram depoimentos a favor de Claudia:
• Diana Maria Pitt, amiga
• Fernanda Angela Mayer, amiga e ex-companheira de primo de Valdemir
• Marcilene Trentin, amiga e diretora de escola
• Raquel Chaves Rodrigues da Silva, amiga que cuidou de Gabriela enquanto Claudia e Valdemir ficaram presos por contrabando.
Valdemir Hoeckler foi assassinado em novembro de 2022. A acusada responde por homicídio duplamente qualificado — asfixia e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Claudia estava respondendo pelo crime em liberdade desde agosto de 2023, no entanto, o Ministério Público interpôs um recurso contra a decisão que determinou a revogação da prisão preventiva dela.
A ré retornou ao Presídio Feminino de Chapecó no dia 31 de junho deste ano, após ficar quase 2 anos em liberdade. Conforme o advogado dela, Matheus Molin, Claudia se entregou espontaneamente após receber o mandado. “Que a justiça seja feita”, declarou na época.
Segundo a defesa, a expectativa é “conseguir demonstrar aos jurados que Claudia sofreu todos os tipos de violência doméstica durante os 20 anos de relacionamento com a vítima, além de ser privada do convívio com a filha comum do casal”, afirma Matheus.
Relembre o crime
Conforme a denúncia, Claudia teria dopado, amarrado os membros e asfixiado o então companheiro Valdemir, de 52 anos, com uma sacola plástica. Após ter consumado o homicídio, escondeu o corpo em um freezer e, no dia seguinte, um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dele foi registrado.
De acordo com o delegado Gilmar Bonamigo, Claudia teria começado a executar o crime na manhã da segunda-feira, dia 14 de novembro de 2022. Buscas foram realizadas para tentar localizar a vítima, que foi encontrada, uma semana depois, dentro do freezer da casa onde residia com Claudia, na Linha São Braz, no interior do município de Lacerdópolis.






















