Em 24 de abril de 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi oficialmente reconhecida como meio legal de comunicação e expressão para a comunidade surda do país, através da Lei 10.436.
Desde então, a data passou a ser celebrada anualmente, a partir de 2003, apenas um ano após a promulgação da lei. Esse meio de comunicação se tornou uma ferramenta importante para a inclusão de pessoas surdas e mudas. No Senado Federal, diversos projetos têm sido discutidos e aprovados.
No Município de Capinzal a Escola de Educação Básica Mater Dolorum atua como Polo dos Surdos, a instituição conta com profissionais qualificados e instrutores fluentes em Libras, como a profissional contratada pela Secretaria da Educação do Estado de Santa Catarina.
Atualmente, a escola atende duas alunas surdas oriundas da rede estadual de ensino. Essas alunas participam do ensino regular na Escola Silvio Santos, em Ouro, e também estão envolvidas no programa de Atendimento Educacional Especializado (AEE) oferecido pelo Mater.
Na rede municipal de ensino, no momento, há cinco alunos surdos matriculados e frequentando desde a educação infantil até os anos iniciais. No Mater Dolorum, especificamente, os alunos surdos estão no ensino fundamental, distribuídos entre o 6º ano e o 1º ano do ensino médio.
Para a professora pós-graduada em educação especial com mestrado em educação, Dirlei Weber da Rosa, o dia de hoje não seria apenas um dia de conscientização, mas sim um dia de sensibilização para a necessidade da língua de sinais na comunicação dessas pessoas.
Ela relata que os surdos enfrentam o desafio de se comunicar em uma língua gestual enquanto escrevem em outra, geralmente o português.
Esse fenômeno é conhecido como “single writing”, e demonstra a complexidade da experiência linguística dos surdos, que muitas vezes se veem obrigados a se adequar à língua predominante em sua sociedade, gerando desconforto, especialmente no ambiente escolar.








